Pesquisa vinculada à FEA-USP, ao Instituto Federal de Rondônia (IFRO) e à Universidade de Extremadura (Espanha), investigando o impacto da inteligência artificial no ensino e na prática da contabilidade tributária digital.
Na economia digital, os desafios da tributação não se distribuem por um único setor, mas atravessam diferentes nichos, como marketplaces, SaaS, computação em nuvem, publicidade digital, plataformas de intermediação e serviços prestados por meio de aplicativos. Por isso, a tributação digital exige uma leitura integrada, pois uma mesma operação pode envolver serviço, intangível, intermediação, fluxo financeiro, dado locacional do usuário e definição do local de consumo. Nesse contexto, os principais problemas recaem sobre a identificação do fato gerador, a definição da jurisdição competente, a atribuição da receita ao destino, a rastreabilidade das operações e o papel das plataformas na arrecadação e no reporte.
Em resposta, o plano internacional tem avançado com diretrizes da OCDE para IVA/IVA-GST sobre serviços e intangíveis, com orientações específicas sobre o papel das plataformas digitais, e também com a agenda do OECD/G20 para enfrentar os efeitos da digitalização sobre a tributação internacional. Na União Europeia, o pacote VAT in the Digital Age busca ampliar o reporte digital, a faturação eletrônica e a atualização das regras aplicáveis à economia de plataformas. No Brasil, a EC 132/2023 e a LC 214/2025 reposicionam a tributação do consumo em bases mais aderentes à lógica do destino, com IBS e CBS, o que reforça a necessidade de integração entre norma, operação, tecnologia e evidência documental.
Essa complexidade também produz implicações pedagógicas. A aprendizagem experiencial mostra-se especialmente adequada para esse campo porque parte de situações concretas, passa pela reflexão sobre o problema, avança para a formulação conceitual e culmina na aplicação prática. Quando articulada à Taxonomia de Bloom, essa dinâmica favorece uma progressão cognitiva estruturada, na qual o estudante transita dos níveis mais básicos de lembrança e compreensão para níveis mais complexos de aplicação, análise, avaliação e criação.
Em contabilidade tributária aplicada à economia digital, isso significa aprender não apenas qual tributo incide, mas por que incide, como se comprova a materialidade da operação, como se comparam alternativas interpretativas e quais consequências regulatórias decorrem de cada desenho de negócio. Desse modo, a integração entre aprendizagem experiencial e Taxonomia de Bloom contribui para que o estudante desenvolva, de forma gradual, raciocínio técnico, capacidade analítica e competência para propor soluções tributárias em cenários reais.
O mapa tem duas camadas: primeiro o problema tributário; depois o método de aprendizagem usado para analisá-lo.
Plataformas de compra e venda entre terceiros com intermediação digital.
Lojas virtuais próprias com venda direta ao consumidor final.
Comércio eletrônico internacional com operações transfronteiriças.
Plataformas de entrega de alimentos e logística de última milha.
Modelos de uso compartilhado de bens e serviços entre pares.
Trabalho sob demanda intermediado por plataformas digitais.
Não encontrou seu nicho? A plataforma aceita consultas de qualquer segmento relacionado à economia digital.
O TaxDigital parte de uma abordagem interdisciplinar para compreender operações, obrigações e decisões em contextos tributários complexos.
O direito define o que é devido. A contabilidade registra quanto. A gestão decide como. A economia digital altera onde, quando e por quem a operação deve ser interpretada.
Clique em cada etapa do Ciclo de Kolb para ver como ela se conecta aos níveis da Taxonomia de Bloom.
O estudante entra em contato com uma situação, caso ou problema tributário. Nesse momento, ele capta os elementos principais, reconhece fatos, identifica conceitos básicos, recorda regras e começa a atribuir sentido ao que vivenciou.
A conexão entre Kolb e Bloom não deve ser entendida como correspondência rígida, mas como predominâncias e transições naturais do processo de aprendizagem.
Estudantes, profissionais contábeis, advogados tributaristas e interessados em tributação digital.
Aproximadamente 15 minutos para responder o questionário completo.
Respostas anônimas, dados agregados. Nenhuma informação pessoal é identificada.
FEA-USP · IFRO
Universidade de Extremadura (UEx)
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